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sábado, 21 de dezembro de 2024

 


                                                         O poeta chora

 O poeta chora a saudade, o poeta chora tudo que ficou para trás.

Ele não foi capaz de segurar aquela mão.

O poeta fraquejou em sua missão.

O poeta esqueceu de regar o seu jardim, hoje o poeta chora tristezas que não tem fim.

 Lágrimas molham suas escritas e na sua vida nem ele acredita.

 Toda vez que vou lá trago um pouco de mim embora, o jardim secou e o poeta chora!

 O que fica é a ausência, e o que leva é a lembrança.

A esperança que a criança cresça e não esqueça o que plantou, o que viveu. 

O poeta nas trilhas da montanha se perdeu.

Na escuridão chorou até o amanhecer. Não queria descer não queria subir.

Pensou em desistir e esqueceu de semear; cansou de esperar o amor florescer.

O poeta escreveu tantas poesias, mas desistiu de ver a luz do dia.

Adrenalina, anestesia.

Ele nunca imaginou que um dia tudo vai embora e por ingenuidade o poeta chora.

 

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Histórias que se contam das noites!!

Histórias que se contam das noites!!

Iluminado com uma vela...algo que mais parecia uma cela...

Entre beco e viela...

Começa o drama....

No vidro suado....

E enxugado....

O pai no rosto da mãe!

A mãe no rosto do pai!!

Uma criança,

Duas crianças,

Três crianças,

Quatro crianças,

Num posar meio disfarçado....

Visível põe o dedo no nó da madeira...

Mais um!

Era o  bebê que se arrasta no chão....

Com um ar de repreensão....

Naquele amontoado de gente.

Naquele abafamento  enorme.

De nada se distinguir...

Tudo era chão....

Tudo era teto....

Tudo era pouco....

Tudo era nada....

Aquele  crisântemo róseo,que já morou na sala rosa pálida, com cortinas de seda....

Voltando para mim, e a fazer revelações...

Daquilo que vejo...

Daquilo que vi!!

São coisas arrancadas da rua...

Que me vejo testemunha diante, e de onde estou....

Onde estou?

Onde estive talvez durante horas!!

Chegou a chuva! Pois então era o mesmo que na rua...

E eu mais além,e detrás de uma vidraça fechada!!

Ou no terror onde me tivesse sido mandado penetrar.. .

Penetrar naquele recinto....

Crescendo então, a minha impressão de solidão! !!

Vejo...

Quartos acolchoados atulhado nas ruas, bem em baixo dos meus olhos...

A mulher evita estar presente,  suportando o lugar obscuro, vivendo afogada em meio a multidão que não  vê....

E o esnobe  punha-se a rir, da origem daquela dor....E daquele lugar de suplício....

E eu chego ainda mais perto daquelas almas, em seu estado exposto ao mundo....E que a gente ignora e nega.!!

Nós nunca deveríamos estar descontentes com o que temos!

Pois ali ,percebe-se ,que a vida,não tem mais vida.!!

Atravesso a rua e vejo um cão em súplica...

Respiro e prometo-lhe fazer algo!

Atormentado o animal estava enfermo e pedia e suplicava que ficasse comigo...

Num tom trágico, eu me lancei a águas,o mar era profundamente frio, e eu perguntei onde estou?

E o pêndulo balança...!

E o relógio não estava onde eu havia deixado,estava no chão molhado e meus olhos designando-me que eu estive a chorar muito...


MaryBagesteiro


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Além dos Agregados

Indo além dos agregados e da  tampa da panela e da gota d'água que transborda afogando as mágoas da vaidade, ferindo o orgulho que fulmina, quando o sol se esconde e a lua ilumina. Entre arranha-céus e precipícios, amigos são vícios que agregam segundas intenções, pilotando fogões na mais profunda alquimia e com o aroma dos temperos viajo na linha do tempo e a mente como locomotiva faz uma retrospectiva, esquecendo de mim mesmo. Me encontrei no colo de vó. Ser ou não ser? Eis a questão! Retornei e percebi que nunca estamos sozinhos. E no alumínio da panela, o reflexo das luzes dos prédios contrasta com meu rosto em forma de monstro. Talvez,  busque em Eus a demência consciente do apego no mim mesmo.  

by. Rubem Schutz (WhiteJay)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Além do corpo físico

Ultrapassando a barreira do som e o campo magnético chegando a 5º dimensão ficando perplexo, tudo o que não tinha nexo agora ganha sentido. Nem mesmo meu reflexo havia percebido. Atravessei o espelho, recordei de mim mesmo, já fritei merda pra comer torresmo. Me teletransportei, acionei a máquina do tempo. Um tratamento de choque foi preciso. Estava com muito medo e indeciso, olhei além do caquedo de um corpo físico. O intelecto é o elemental essencial, a mente o veículo... eu dirijo! O desconhecido pode ser familiar, dejavus, premonições, pressentimentos, não há sem discernimento. O universo conspira entre a calma e a ira, o tesão e o nojo, o silêncio que precede o esporro, o grito de socorro, o desespero de um condenado a viver em um mundo viciado, ruídos em surdos ouvidos, sussurros, gemidos, oprimidos intoxicados deprimidos,  rebites, boletas, arrisco um palpite: sou de outro planeta! Poderia ser um humanóide, um pedaço de asteróide, um astro luminoso, uma estrela cadente, mas sou um mano cabuloso, aos poucos apodreço como carniça devorada por abutres se decompondo exposto aos raios ultravioletas. Acabou meu orgulho, virei entulho. Pudera eu ser uma borboleta, mas humano sou, e se de nada sei, pra nada servirei e mais rápido que a luz, que a transmissão do satélite, antena é o pus, a gangrena, minhas lágrimas são ácidos, me corte um pedaço. Não me deixe chorume por inteiro. Eu posso ser reciclado, eu posso ser passageiro.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Cesária na alma


Resolvi limpar o pátio, deixei de ser fanático e não fiquei mais sozinho.
Limpei meu pátio, usei o ancinho e também a enxada. Tirei cobras e lagartas.
O que era prazer havia se tornado vício, e a tristeza tornou-se estresse.
Meus únicos amigos: o face e a novela das sete.
A solidão me sufocava, mas era o único lugar que era só meu, quando estava sem pensamentos e eus.
Na limpeza, ciscando, encontrei parafusos que há muito tempo havia perdido. Coloquei de volta na cachola, apertei as polcas, tirei as minhocas e deixei o vento. Dei uma volta na quadra, uma arejada como se não quisesse nada com nada.
Saí pra ver vagalumes, morcegos, corujas e lacraias. Fiz uma quimioterapia imaginária e na alma... uma cesárea.

Rubem Schütz (White Jay)

quinta-feira, 10 de abril de 2014

#PoucasPalavras

Tem palavras que fogem
tem palavras que engasgam
tem palavras que cortam
tem palavras que faltam
sem palavra não existe frase
não existe crase,
sem palavra todo artigo seria indefinido
sem amor e sem paz estaríamos em perigo
sem palavra o verbo não seria conjugado
se ouvesse igualdade ninguém seria julgado

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Rap da Consciência Negra dos meninos da FASE- Esc. Sen. Pasqualini

Navio Negreiro hoje é o buzão
Levando o escravo pro patrão

Desde aquele dia ainda me lembro
Não há como esquecer era 20 de novembro
O estado brasileiro matava Zumbi
Mas não imaginava o que estaria por vir
Resistindo à opressão escravagista
Foi assassinado na Serra da barriga
Zumbi ainda estamos aqui!!!! Eiiiii
Zumbi ainda estamos aqui!!!! Howww
Ganga Zumba também fortaleceu a luta
Pobres brancos e índios tiveram conduta
Quilombo dos Palmares símbolo de resistência
20 de novembro dia da nossa consciência
Reverenciando os negros que morreram por nós
Ganga Zumba, Zumbi ainda ouvimos sua voz
Muitos escravos trazidos pelo rio Cricaré
se destacaram na história remaram contra a maré
Jamais esqueceremos... éééééé, jamais esqueceremos....
Chico prego, benedito meia légua,
João da viúva não deram trégua
 Zacimba Gaba, Silvestre nagô,
 Constância de Angola, o povo negro lutou
Cleber Maciel, Veronica da Paz
Fizeram seu papel salve os ancestrais
A luta não foi em vão e a liberdade conquistada
Se depender de nós a história será contada

Navio Negreiro hoje é o buzão
Levando o escravo pro patrão

Nos navios da marinha a chibata estralava
Mas João Cândido guerreiro não aceitava
22 de novembro de 1910
O herói brasileiro Comandou o convés
 a punição a Marcelino o motivou
250 chibatadas o levante formou
O Almirante Negro se revoltou
por 6 dias o Rio de Janeiro se apavorou
o mestre sala dos mares negro Gaúcho guerreiro
não se calou com o sofrimento dos marinheiros
discriminado e perseguido durante sua vida
Por sua atitude no Encouraçado de Minas
O povo negro precisa conhecer a história
Pra que não se apague nossa memória

Navio Negreiro hoje é o buzão
Levando o escravo pro patrão


Trabalho sócio educativo desenvolvido pelo educador popular Rubem White na unidade IPC na Esc. Est. Senador Pasqualini no programa Mais Educação do MEC. 

Letra: 
Educador: Rubem Sandro Moraes Schütz
Educandos: 
L.G. 17 anos- Jardim Betânia- Cachoeirinha

L. M. - 17 anos –Vila Jardim-Porto Alegre
Coordenadora Prof. Ely.

sábado, 7 de setembro de 2013

Quanto vale um sorriso?

Muito?
Pouco?
Muito pouco? Ou, muito muito?
Quanto vale fazer sorrir quem você ama e amar quem te faz sorrir?
Quanto vale, não ter preço pra se dizer "eu te amo", para amar sem cobranças, pra cobrar sem deslaces?
Quanto vale ser feliz ao lado de quem você faz feliz por te trazer felicidade?
Quanto vale valer tudo e, ao mesmo tempo, não ter preço ao ser de alguém?
Quanto vale ser um bem precioso e, ao mesmo assim, não comprar ninguém?
Quanto vale ser tão pouco e significar tanto? Mesmo tendo mil e um defeitos, sair por ai se doando?
Quanto vale mudar para ser de alguém que te ama do jeito que és?
Quanto vale andar descalço por ter alguém sempre aos seus pés?


Por Cláudia Schütz (Dinha CPI)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Engenharia Individualista

Barreiras, barricadas, barrigadas, umbigadas frente a frente, corpo nu, despido de qualquer enfrentamento, armamentos do pensamento, pé no barro, na uva, pé no cimento, na curva dos desentendimentos na esquina do sub-consciente, na fronteira da demência, sã consciência explícita e a alma se excita e máscaras caem incitando a reflexão do pensamento enclausurado pela engenharia individualista, arquitetado, cada um no seu quadrado, pejorativamente paredes se erguem, labirintos escuros, prisão sem muros, tijolo 6 furos.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Seu Cláudio é o meu Pai

Seu Claúdio se levantou e agora não mais cai
Seu Cláudio só trabalhou seu Claúdio é o meu pai
Seu Cláudio desde pequeno trabalha e não descança
Seu Claúdio é um exemplo sem tempo de ser criança
Seu Claúdio já foi leiteiro, carpinteiro, eletricista
Consertador de fogão, geladeira e motorista
Seu Claúdio nunca desiste, persiste em batalhar
Cozinha feijão sem fogo e lava roupa sem molhar
Seu Claúdio homem de fé devoto de pai Ogum

Seu Cláudio é diferença e não apenas mais um.

domingo, 24 de março de 2013

Vícios



Nicotina, nicotina, não sei  viver sem você.

Nicotina, nicotina, sei que posso até morrer.

Nicotina, nicotina, teu gosto me alucina.

Nicotina, nicotina...

Nicotina...nicotina...nicotina...

Meu nariz te fareja, meu corpo te deseja

Nicotina, nicotina, gostosinha com cerveja.

Nicotina, nicotina,  nunca me sinto sozinho.

Nicotina, nicotina... eu, tu e o cafézinho.