sábado, 7 de setembro de 2013

Quanto vale um sorriso?

Muito?
Pouco?
Muito pouco? Ou, muito muito?
Quanto vale fazer sorrir quem você ama e amar quem te faz sorrir?
Quanto vale, não ter preço pra se dizer "eu te amo", para amar sem cobranças, pra cobrar sem deslaces?
Quanto vale ser feliz ao lado de quem você faz feliz por te trazer felicidade?
Quanto vale valer tudo e, ao mesmo tempo, não ter preço ao ser de alguém?
Quanto vale ser um bem precioso e, ao mesmo assim, não comprar ninguém?
Quanto vale ser tão pouco e significar tanto? Mesmo tendo mil e um defeitos, sair por ai se doando?
Quanto vale mudar para ser de alguém que te ama do jeito que és?
Quanto vale andar descalço por ter alguém sempre aos seus pés?


Por Cláudia Schütz (Dinha CPI)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Engenharia Individualista

Barreiras, barricadas, barrigadas, umbigadas frente a frente, corpo nu, despido de qualquer enfrentamento, armamentos do pensamento, pé no barro, na uva, pé no cimento, na curva dos desentendimentos na esquina do sub-consciente, na fronteira da demência, sã consciência explícita e a alma se excita e máscaras caem incitando a reflexão do pensamento enclausurado pela engenharia individualista, arquitetado, cada um no seu quadrado, pejorativamente paredes se erguem, labirintos escuros, prisão sem muros, tijolo 6 furos.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Seu Cláudio é o meu Pai

Seu Claúdio se levantou e agora não mais cai
Seu Cláudio só trabalhou seu Claúdio é o meu pai
Seu Cláudio desde pequeno trabalha e não descança
Seu Claúdio é um exemplo sem tempo de ser criança
Seu Claúdio já foi leiteiro, carpinteiro, eletricista
Consertador de fogão, geladeira e motorista
Seu Claúdio nunca desiste, persiste em batalhar
Cozinha feijão sem fogo e lava roupa sem molhar
Seu Claúdio homem de fé devoto de pai Ogum

Seu Cláudio é diferença e não apenas mais um.