sábado, 21 de dezembro de 2024

 


                                                         O poeta chora

 O poeta chora a saudade, o poeta chora tudo que ficou para trás.

Ele não foi capaz de segurar aquela mão.

O poeta fraquejou em sua missão.

O poeta esqueceu de regar o seu jardim, hoje o poeta chora tristezas que não tem fim.

 Lágrimas molham suas escritas e na sua vida nem ele acredita.

 Toda vez que vou lá trago um pouco de mim embora, o jardim secou e o poeta chora!

 O que fica é a ausência, e o que leva é a lembrança.

A esperança que a criança cresça e não esqueça o que plantou, o que viveu. 

O poeta nas trilhas da montanha se perdeu.

Na escuridão chorou até o amanhecer. Não queria descer não queria subir.

Pensou em desistir e esqueceu de semear; cansou de esperar o amor florescer.

O poeta escreveu tantas poesias, mas desistiu de ver a luz do dia.

Adrenalina, anestesia.

Ele nunca imaginou que um dia tudo vai embora e por ingenuidade o poeta chora.

 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

 


                         Quase em pane no Epitalâmio

O que me cura pode te envenenar, essa loucura também pode te matar.

 É só uma dose de cirrose antes da artrose, trancado no closet , my drink”s and Rox

Com overdose de rimas me curo, encontro melodias onde menos eu procuro,

com os fones de ouvidos o mundo é tão pequeno, formigueiro nos dedos, venci tantos medos.

 Menos o da loucura e o de ficar perdido. Entre fissuras, paredes, palavras sem sentido.

Sinceramente não é minha intenção, de curar, alegrar, ou adoecer seu coração

O que me cura pode te envenenar, essa loucura também pode te matar.

 É só uma dose de cirrose antes da artrose, trancado no closet , my drink”s and Rox

É a expressão do ser poesia aleatória, programa de índio e uma busca compulsória

Do que nos sane quase em pane no epitalâmio, a quem se engane com aliança e síndrome do pânico

Muitas vezes me curei, falando com caderno, a caneta delirando entre o céu e o inferno,

a bendita cutucando paint in blood... átomos a circular no infinito de um acorde.

Te aplico uma dose de Rimozocorde. Pra esquecer o te deixa na bad.

Sonetos paliativos, de alegrias entre vivos, versos sucumbidos lagrimas, sorrisos,

A poesia que te prende pode estar oculta, pode ser uma chave, ou até mesmo uma catapulta, pra começar o tratamento marque sua consulta.

O que me cura pode te envenenar, essa loucura também pode te matar.

 É só uma dose de cirrose antes da artrose, trancado no closet , my drink”s and Rox